Gyeongju, Coréia do Sul.
Mil anos de história e agora um registro inédito para nosso país.
No último dia 26 de fevereiro, em sua 51ª Reunião, os Governadores do Conselho Mundial da Água definiram que o 8º Fórum Mundial da Água a se realizar no ano de 2018 acontecerá no Brasil, na cidade de Brasília, o coração político de nosso País e o local ideal para que técnicos de todo o planeta compartilhem conhecimento, experiências e fundamentalmente, benefícios e soluções para os recursos hídricos.

(51º Reunião do Conselho Mundial da Água)

A reunião do Conselho Mundial da Água que teve uma pauta extensa e profícua discutindo entre tantos importantes assuntos, estratégias para implementação de ações relacionadas à segurança hídrica, água e energia e segurança alimentar nos aspectos de vários projetos em desenvolvimento, teve seu momento alto no final quando após as apresentações de Brasil e Dinamarca que defendiam as candidaturas de Brasília e Copenhague, o Brasil deteve 23 votos contra 10 da Dinamarca e se credenciou para ser a capital da água no planeta em 2018.

Presente na reunião, o Governador do Distrito Federal Agnelo Queiróz, falou da importância para o Brasil sediar um evento deste porte, destacando que este fato possibilitará uma discussão aprofundada da temática água em nosso território nestes próximos quatro anos que antecedem o evento, firmando de forma definitiva a água na agenda política do país. “Somos um país rico em água e deveremos fazer um grande evento no país, trocando experiências com outros países e mostrando nossa grande capacidade de gestão participativa”, destacou o Governador.Ricardo Medeiros de Andrade, Superintendente da ANA e Governador do Conselho Mundial da Água, que defendeu na reunião a candidatura brasileira, falou da grande responsabilidade que teremos na organização deste evento mundial e destacou a importância do trabalho a ser desenvolvido pela Seção Brasil do Conselho que agrega grandes empresas públicas e privadas e grandes entidades em nosso país. “Teremos um fortalecimento na integração dos objetivos, das metas e das ações em nosso país no que se refere aos recursos hídricos, de tal forma que em 2018 receberemos mais de 30 mil técnicos de vários países do mundo e poderemos debater a preservação deste líquido primordial para a vida humana”.

(Delegação brasileira em Gyeongju Coréia do Sul)

A importância de todo o trabalho que vem sendo desenvolvido em nosso país foi também um dos motivos para a escolha. Segundo Lupercio Ziroldo Antonio, Presidente da Rede Internacional de Organismos de Bacia e Governador do Conselho Mundial da Água, os resultados advindos da prática da gestão participativa praticada no Brasil pelos Organismos de Bacia que envolve todos os segmentos da área são hoje exemplo mundial no setor de recursos hídricos.
A vinda do 8º Fórum Mundial da Água para o Brasil será a primeira edição no hemisfério sul do planeta. Neste contexto, Newton Azevedo, vice-presidente da ABDIB e Governador do Conselho Mundial da Água destacou que a importância da vinda do evento para a América do Sul. “O Conselho Mundial da Água tem uma atuação abrangente no mundo e sua chegada à América Latina fortalecerá as ações desenvolvidas na entidade”, apontou Newton Azevedo.

Segundo Luiz Firmino Martins Pereira, Subsecretário do Ambiente no Estado do Rio de Janeiro e Governador Adjunto do Conselho, o 8º Fórum Mundial da Água no Brasil vai fortalecer a gestão participativa hoje amplamente praticada pelos Comitês e Organismos de Bacia em nosso país.

Na reunião do Conselho Mundial da Água que escolheu o Brasil como sede do 8º Fórum Mundial da Água, estiveram ainda presentes na delegação brasileira Vinicius Benevides, presidente da ADASA/DF, Bruno Pagnoccheschi, Superintendente da ANA, Ricardo Krauskopf da Itaipu Binacional, Robson Rocha e Wagner Pinto do Banco do Brasil S/A.

No 7º Fórum Mundial da Água a se realizar em 2015 na cidade de Daegu, Coréia do Sul, o Brasil contará com um grande Pavilhão tal como aconteceu na cidade de Marselha no ano de 2012 quando da realização do 6º Fórum Mundial da Água. Numa situação que nos favorece, temos em nosso país, um efetivo e democrático processo de gestão participativa e integrada dos recursos hídricos, envolvendo toda a sociedade neste modelo através dos mais de 250 Organismos de Bacias Hidrográficas hoje já instalados em nosso país, num contingente que relaciona mais de 90 mil pessoas direta e indiretamente dos mais diferentes segmentos da sociedade brasileira e dos setores técnicos, político, acadêmico e privado nas ações pela conservação, proteção, desenvolvimento, planejamento, gerenciamento e uso eficiente da água.

CONSELHO MUNDIAL DA ÁGUA

(Membros do Conselho Mundial da Água)

O Conselho Mundial da Água é uma organização internacional que exerce suas atividades como uma plataforma internacional que reúne interessados no tema da água e tem como missão de promover a conscientização, construir compromissos políticos e incentivar ações em temas críticos de água para facilitar a conservação, proteção, desenvolvimento, planejamento, gestão e uso eficiente da água em todas as suas dimensões, com base na sustentabilidade ambiental, para o beneficio de toda a vida na Terra.

O Conselho é composto por representantes de governos, academias, sociedade civil, empresas e organizações não governamentais, formando um conjunto significativo de instituições relacionadas com o tema água. Sua estrutura é constituída por um Comitê Mundial formado por 36 Governadores, das quais 4 são brasileiros.

O Conselho Mundial da Água está organizado em 5 (cinco) Colégios:

1 – Organismos Intergovernamentais;
2 – Governos e Autoridades de Governo;
3 – Empresas e Prestadoras de Serviços;
4 – Organizações da Sociedade Civil e Usuários de Água; e,
5 – Associações Profissionais e Academia.

O Conselho Mundial da Água tem a sua sede permanente na cidade de Marselha, França e é regido pelo seu Estatuto legalmente registrado em 14 de junho de 1996, com alterações adotadas pela Assembleia Geral Extraordinária de 30 de setembro de 2003.

O Brasil tem atualmente 45 membros no Conselho Mundial da Água.

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