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Num momento de grandes transformações em nosso mundo globalizado, onde a informação é instantânea e a reação das pessoas é reativamente rápida e movida a processos tecnológicos, faz-se notar com clareza que os temas que condizem com a melhoria da qualidade de vida das pessoas tem ganhado postos de preferência na mágica ordem natural das coisas.

O ser humano habitante deste nosso maravilhoso planeta Terra, em sua grande maioria literalmente “plugado” no mundo, coloca atualmente em suas discussões, temas que lhe são relevantes, fundamentalmente os relacionados ao ambiente em que vive.

Neste cenário, tem-se observado na esfera global uma importante mudança comportamental nas pessoas no que diz respeito ao tema dos recursos hídricos, ou seja, dada a importância direta da água na vida de todos, percebem-se movimentos vindos de muitas partes do planeta em defesa da recuperação e preservação deste precioso líquido.

Mais do que isto. De forma compartilhada e integrada, muitos países têm juntado esforços para buscar soluções e planejamento de longo prazo para a conservação dos recursos hídricos. Uma busca hoje baseada em criar soluções para a água.

Discute-se em escala global fontes alternativas de energia, mas em meio a alterações climáticas e tentativas de recuperação de nossos rios e córregos, todos sabem que não há alternativa para a água. Este bem vital para nossa vida e para o desenvolvimento que gera emprego e renda enfrenta sério processo de degradação em muitas partes aqui mesmo de nosso território tornando ainda mais complexa a sua gestão.

A água é um fator estruturante no planejamento da urbanização assim como ponto inicial da construção de políticas públicas de desenvolvimento e o efeito que sua gestão produz em qualquer bacia hidrográfica é resultado de como este gerenciamento é processado. Daí a importante participação de todos neste gerenciamento.

E assim, nesta direção, bem aqui em nosso imenso Brasil, vem se desenvolvendo nos últimos 20 anos a implementação dos Comitês de Bacias Hidrográficas, organismos que envolvem todos os segmentos da sociedade, sejam usuários, poder público e sociedade civil, todos na mesma mesa buscando consensos e efetivado a boa gestão das águas.

Mais do que isto, os Comitês de Bacias Hidrográficas, hoje em número de 185 ocupando aproximadamente 50% do território brasileiro e envolvendo um número perto de 50 mil pessoas, se solidificam como a base do Sistema Integrado de Recursos Hídricos no Brasil e ganham cada vez mais a responsabilidade de conduzir de forma participativa, compartilhada e integrada o script para este enredo das águas.

Seja na construção de pactos e metas, na administração de conflitos, na sistematização de serviços e obras ou no planejamento estratégico de longo prazo que resulta em equacionamento dos usos múltiplos para os recursos hídricos de forma equitativa e sustentável, os Comitês de Bacia tem a responsabilidade de agregar cada vez mais, organismos, entidades e pessoas na luta pela recuperação e preservação de nossos recursos hídricos.

Todos pela água. Todos unidos pela vida.

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